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Tecnologia em sala de aula: o que pensam os professores brasileiros?

ideia | 21 Novembro 2017

Suélem Barroso*

A tecnologia é o vilão ou o mocinho da sala de aula? O infinito debate sobre a eficácia do uso de tecnologia nas escolas vem ganhando novos capítulos com o advento dos tablets, smartphones, aplicativos e tudo o que essa revolução digital traz para o dia-a-dia de professores, gestores, pais e alunos.

Uma iniciativa do movimento Todos Pela Educação em parceria com a Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Instituto Natura, Itaú BBA, Fundação Telefônica Vivo e Samsung realizada pelo Instituto de Pesquisas DataFolha, ouviu quatro mil professores dos Ensinos Fundamental e Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da rede pública de todo o Brasil.

Os resultados revelam que os docentes estão dispostos a usar tecnologia em sala de aula, e que havendo ferramentas relevantes para o desenvolvimento do seu trabalho no ambiente escolar e as condições adequadas a esse uso, há um enorme potencial pedagógico a ser desenvolvido por meio dos recursos tecnológicos.

Na sequência, conto para você dez fatos sobre o que pensam os professores brasileiros sobre a tecnologia em sala de aula:

*Para melhor visualização dos infográficos, clique nas imagens.

1. De forma geral, professores da rede pública brasileira são receptivos e entusiastas do auxílio tecnológico no ambiente educacional.

2. Maioria dos professores (55%) usa regularmente ferramentas tecnológicas, seja por necessidade ou curiosidade.

3. De uma lista de 13 tarefas intermediadas por tecnologia da informação, 60% dos professores se sentem muito confortáveis para realizar até 5 delas; e 30%, 6 a 10.

4. Cursos de informática e cursos sobre tecnologia em educação, já realizados, respectivamente, por 62% e 59% dos educadores, são fontes mais frequentes de conhecimento formal sobre o tema.

5. 45% dos professores costumam apresentar informação com o auxílio de tecnologia para seus alunos pelos menos 1 vez por semana.

6. 99% dos professores que usam plataformas tecnológicas concordam que conseguem tornar as aulas mais interessantes e engajadores.

7. 53% avaliam que a tecnologia melhora a comunicação com os pais e/ou alunos, e 43% acreditam que ela sempre exige investimento monetário para o professor se manter atualizado.

8. Motivação dos estudantes é a dimensão com maior impacto positivo do uso da tecnologia na escola.

9. 66% dos educadores contam com número insuficiente de equipamentos nas escolas em que lecionam, e 64%, acessam internet com velocidade insuficiente.

10. Encontrar materiais pedagógicos para diversificar as aulas (24%), rotina de provas (22%) e acompanhamento individual de alunos (22%) são as principais dificuldades encontradas pelos professores atualmente.

Confira a pesquisa completa aqui.

 

* Suélem Barroso é jornalista e consultora em comunicação do BID no Brasil. É coordenadora do blog Ideação e trabalha na concepção de conteúdos para as mídias sociais do Banco em português. Possui MBA em Marketing e Comunicação Digital pelo IESB e é formada em jornalismo pela Universidade Paulista.

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