Ideação
POLÍTICAS PÚBLICAS PARA MELHOR
QUALIDADE DE VIDA.

É possível produzir, proteger o meio ambiente e gerar renda ao mesmo tempo?

ideia | 27 Março 2018

Floresta plantada. Imagem: Zig Koch

IABS*

O termo sustentabilidade entrou de vez para o vocabulário agrícola e pecuário. Não basta mais produzir. Tem que produzir com consciência, conservando a biodiversidade e protegendo o meio ambiente. É com esse objetivo que o Projeto Rural Sustentável, desde 2012,  vem trabalhando na promoção da redução das emissões dos gases de efeito estufa (GEE) na agricultura e melhorando a eficiência no uso dos recursos naturais.

O incentivo às boas práticas de produção, aliado à conscientização de modelos inovadores e menos nocivos ao meio ambiente são ferramentas poderosas contra o mau uso da terra.

Atualmente, mais de 2.190 produtores rurais de 70 municípios em sete estados brasileiros (Mato Grosso, Pará, Rondônia, Bahia, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul) estão envolvidos com o uso de novas tecnologias e o desmatamento evitado. Mais de 10 mil produtores foram capacitados e mais de 1800 técnicos foram treinados. Espera-se ao fim do projeto diminuir as emissões em até 11 milhões de toneladas nas propriedades participantes.

Os números mostram que na contramão da exploração que esgota os recursos naturais, existe um grupo de trabalhadores rurais que discute manejos agrícolas, sedento por inovações tecnológicas, que usa produtos de baixo custo e impacto ambiental para fertilizar o solo de maneira consciente e eficiente.

Os produtores recebem apoio técnico e financeiro para ter acesso às tecnologias agropecuárias com baixa emissão de carbono e promover a restauração florestal. Em seguida recebem capacitação para adotar essas tecnologias, com o apoio de dois atores estratégicos entram em cena: os agentes de assistência técnica nas tecnologias de baixo carbono, os ATECS.

Como funciona

Na prática, os ATECs atuam na capacitação, treinamento e inovação tecnológica dos agricultores. Já os pequenos e médios produtores rurais se dividem em produtores rurais demonstradores que usam suas propriedades como exemplos, chamadas de Unidades Demonstrativas, que já utilizam as tecnologias agrícolas de baixa emissão de carbono, apoiadas pelo projeto. A ideia é mostrar como as tecnologias abaixo podem ser reconhecidas e adotadas em ampla escala por outros produtores rurais nas chamadas Unidades Multiplicadoras.

Sistema de integração Lavoura-pecuária-florestas (iLFP)

Ajuda a reduzir o desmatamento, pode ser empregada independentemente do tamanho da propriedade, além de ser uma alternativa de uso agrícola da terra, aumentando o nível de sustentabilidade do sistema.

 

 

Sistema agroflorestal (SAF)

Os custos de implantação e manutenção são reduzidos, conserva o solo, reconstitui a paisagem e possibilita atividades como ecoturismo, além de ser de fácil manejo.

 

 

Plantio de florestas comerciais

Evitam o desmatamento e diminuem a pressão sobre as florestas naturais, ampliam as fontes de renda e emprego e contribuem para a recuperação de áreas degradadas, reduzindo problemas, como erosão, assoreamento de rios.

 

 Manejo sustentável de florestas nativas

Proporciona benefícios econômicos e ecológicos. Os econômicos englobam produção e comercialização de frutos, cipós, cascas durante todo o ano, além de fomentar o turismo ecológico e outras oportunidades de mercado. Já os benefícios ecológicos compreendem manejo florestal, garante abrigos para a fauna silvestre, conserva a flora e a biodiversidade local.

 

Recuperação de áreas degradadas com Florestas (RAD-F)

Reduz a emissão de GEE, reduz o desmatamento, promove ganhos na produtividade, aumenta a renda do produtor, recupera funções ecológicas e ecossistêmicas.

 

 

Recuperação de áreas degradadas com Pastagens (RAD-P)

Reduz a emissão de GEE, reduz o desmatamento, promove ganhos na produtividade, aumenta a renda do produtor.

 

 

O projeto é fruto de uma parceria entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), do Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido (Defra). Além desses parceiros, o Projeto conta com a participação do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), Banco do Brasil e Embrapa.

Você pode também ler mais sobre as tecnologias, assistir aos depoimentos, baixar publicações e informes técnicos, clique aqui.

 

*O Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), criado em 2003, é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) e seu objetivo permanente é contribuir para o bem estar social, o desenvolvimento sustentável e a redução das desigualdades. Valorizamos a integridade e qualidade socioambiental, o fortalecimento institucional, a defesa do patrimônio natural e cultural.

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