POLÍTICAS PÚBLICAS PARA MELHOR
QUALIDADE DE VIDA.

Como Pará, Amazonas e Florianópolis lidam com a universalização educacional?

ideia | 21 Janeiro 2016

universalização educacional - ensino - AM-PAe Floripa

Aimee Verdisco e Ryan Burgess*

Os países da América Latina avançaram muito nos últimos anos em termos de universalização do ensino fundamental, sendo a qualidade do ensino fundamental e médio o próximo desafio da agenda educacional. O Brasil ocupa um dos últimos lugares nos rankings de leitura, matemática e ciências em uma lista de 65 países.

Aproximadamente 36% dos estudantes com 15 anos de idade já repetiram ao menos uma série, e pouco mais da metade dos jovens brasileiros conclui o ensino médio.  Diante de um contexto de grandes desafios, estados e municípios tem buscado desenvolver estratégias e ações inovadoras para melhorar índices como estes.

Os estados do Pará e do Amazonas, e a cidade de Florianópolis vêm adotando medidas diferenciadas de curto, médio e longo prazo para garantir acesso à educação de qualidade e melhora do aprendizado.  Veja o que cada um deles está fazendo para promover o desenvolvimento educacional integrado:

1. No Pará, sociedade civil e setor privado entram em campo

O estado do Pará recorreu à responsabilidade compartilhada, colocando em marcha o Pacto pela Educação, uma iniciativa que une até o momento 97% das prefeituras do estado, sociedade civil e setor privado, com o objetivo de reverter o quadro da evasão escolar assim como universalizar a atenção escolar para a população de seis a 17 anos até 2017, além de garantir que todos os professores da educação básica tenham formação contínua para assegurar e aprimorar o aprendizado dos estudantes.

2. Ensino via satélite no Amazonas

Dadas as grandes distâncias e dimensões do maior estado do país, o Amazonas vem expandindo o uso do ensino via satélite para alcançar mais jovens que vivem longe da escola, assim como aprimorar a gestão escolar agregando métodos modernos de administração, estabelecendo metas pedagógicas claras para conduzir o trabalho dos educadores, além de estratégias inovadoras para melhorar os resultados das escolas de baixo desempenho ajustando também a distorção idade-série.

3. Educação infantil integral em Florianópolis

Tem como meta alcançar até o fim de 2016 a cobertura universal da educação integral infantil por meio da modalidade de jornada escolar estendida. A cidade está atuando em frentes como melhorar a infraestrutura escolar, expandir a cobertura da educação infantil, ampliar a formação continuada de todos os profissionais da educação, aperfeiçoar e inovar novas metodologias, promover ações que ampliam a cosmovisão das crianças, atender alunos com dificuldades de aprendizagem, além de ampliar a qualidade da educação e do aprendizado.

Para certificar de que ao longo da vida escolar a aprendizagem e a qualidade do ensino sejam instrumentos de fomento para a vida toda dos estudantes, o BID criou o Marco Setorial que estabelece linhas de ação que podem contribuir diretamente na materialização dos temas de educação e desenvolvimento infantil.

Esta história faz parte da série Transformando Realidades. Saiba mais sobre os impactos do desenvolvimento integrado desta e de outras 11 intervenções. Clique aqui

 

*Aimee Verdisco e Ryan Burgess são especialistas em Educação do BID no Brasil.

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