POLÍTICAS PÚBLICAS PARA MELHOR
QUALIDADE DE VIDA.

4 perguntas para um jovem empreendedor social

ideia | 22 Outubro 2014

hugogrande

O alagoano Ronaldo Tenório tem apenas 28 anos, mas já faz acontecer. Ele é um dos criadores do Hand Talk, um aplicativo que converte conteúdos para linguagem de libras, a língua de gestos utilizada pelos surdos – estima-se que no Brasil o número de deficientes auditivos supere os dez milhões. Disponível em versão web e  também como aplicativo, o programa funciona como um tradutor-intérprete, por meio de um simpático personagem chamado Hugo, convertendo em tempo real textos  e áudio para libras.  Selecionado para participar do DemandSolutions, evento do BID dedicado à ideias que melhoram a qualidade de vida. Ronaldo revela alguns dos desafios que enfrenta como empreendedor.

 1) Por que você decidiu ser um empreendedor social?

Eu sempre tive vontade de criar algo para ajudar as pessoas de alguma forma. No começo eu não sabia muito como fazer, até que surgiu a ideia da Hand Talk, e encaixou muito bem com tudo o que eu imaginava. Não há nada melhor do que ver o brilho nos olhos das pessoas para quem trabalhamos e ver que estamos fazendo a diferença na vida deles. Conseguir unir isso a um negócio rentável é uma combinação perfeita que me mantém motivado desde o dia zero da nossa empresa.

  2) Quais os maiores obstáculos que você enfrenta para empreender?

Na vida de empreendedor, são inúmeros os obstáculos. O mais importante é saber como superá-los; se eu cair, levanto e corro atrás novamente. Estamos trabalhando com uma solução bastante inovadora e em um segmento praticamente inexplorado, e isso é muito difícil pois nós não temos muitas referências e temos que abrir esse caminho através de erros e acertos.

3) Onde você imagina o seu negócio daqui a cinco anos? 

Impactando positivamente milhares de pessoas ao redor do mundo. O mesmo problema que o surdo enfrenta aqui no Brasil, acontece no mundo inteiro, e nós queremos levar essa solução para todo o planeta. Em cinco anos pretendemos atuar em mais de 20 países.

4) Que dica você daria para quem quer ser um empreendedor social?

Sonhe alto, mas sempre com os pés no chão!

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