POLÍTICAS PÚBLICAS PARA MELHOR
QUALIDADE DE VIDA.

Ciclovias abertas da América Latina

ideia | 30 Setembro 2014

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Elas já não são coadjuvantes.  Nas grandes cidades latino-americanas é impossível falar em mobilidade urbana sem pensar nas bicicletas e/ou ciclovias. Dados da primeira fase do levantamento BiciAtlas, um questionário elaborado pelo BID para mapear como anda o ciclismo urbano na América Latina e Caribe, demonstram que 40% das cidades latino-americanas promoveram campanhas para incentivar o uso das bikes como opção de transporte; além disso, 63% delas contam com ciclovias permanentes.

Outro resultado interessante do mapeamento: 15% das cidades latino-americanas permitem o ingresso de bicicletas no transporte público. As informações são de grande importância para a definição de políticas públicas voltadas para a mobilidade urbana, um dos temas que mais preocupam os brasileiros na atualidade. É por isso queremos ampliar o BiciAtlas.

Participaram da primeira fase do questionário 80 organizações de 50 cidades espalhadas por 14 países latino-americanos. Recebemos respostas das seguintes cidades brasileiras: Balneário Camboriú, Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Rio de Janeiro e São Paulo. Mas sabemos que o ciclo ativismo não para de crescer por todo o país e queremos colocar mais organizações brasileiras no mapa abaixo.

Se você faz parte de uma organização de ciclismo urbano, participe do nosso questionário.  Ele não só ajudará o BID a ter uma melhor fotografia do ciclismo urbano na América Latina – o que aprimora a capacidade de atuação do Banco -, como também permite que você/sua organização entre em contato com soluções já adotadas por outras cidades que podem ser interessantes para o seu município.

O questionário é simples e o preenchimento não leva muito tempo. Clique aqui e entre você também no BiciAtlas

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4 comentários

  • Luis Antônio Schmitt Peters :

    Por que incluíram na pesquisa a existência de legislação pertinente a obrigatoriedade de capacete ciclístico? Por acaso é intenção fazer a promoção de uso? Tem conhecimento da forte correlação negativa com o uso da bicicleta?

    • Patrícia Fortunato :

      Caro Luiz:

      Muito obrigada pelo comentário e oportuna pergunta. Nossa intenção ao perguntar sobre as leis do capacete é tentar entender melhor a natureza do diálogo político e da ação em torno do ciclismo urbano em curso na América Latina. Entendemos as várias posições no debate sobre o capacete e, por essa razão, não estamos tentando fazer uma declaração sobre o que é certo ou errado, ou mais ou menos progresso; só estamos fazendo as perguntas que nos ajudarão a entender o que os países/cidades da região têm escolhido. O que esperamos é abrir o debate sobre o uso de capacete e a questão mais abrangente da segurança para os ciclistas urbanos.

  • Consideram a Massa Crítica de uma cidade como uma organização válida para este levantamento? Eu sou membro fundador da Massa Crítica de Novo Hamburgo, um município a 50 km ao norte de Porto Alegre, Brasil.

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