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Criando pontes de turismo entre o Brasil e o Caribe

ideia | 20 Dezembro 2013

caribe turismo

Juan Pedro Schmid (Jamaica)

A competição no setor de turismo é forte e a ação bem sucedida de um destino depende em grande parte de se aliar a marcas reconhecidas e da disponibilidade de boas conexões aéreas, resultando em países turísticos com foco em mercados específicos, de onde tentam atrair o máximo de visitantes possível, porém isto dificulta a diversificação.

Esta realidade vale também para Bahamas, Barbados, Jamaica e Trinidad e Tobago, que tem fortes conexões com os EUA, Canadá e Reino Unido, mas são destinos relativamente pouco conhecidos no resto do mundo, onde Caribe significa Punta Cana e Cancun. Este foco em algumas economias maduras traz desvantagens, até porque o nível de chegadas deste turistas espelham estreitamente as condições destes poucos países, uma dura lição aprendida com a crise econômica mundial.

O BID está apoiando ativamente os governos do Caribe a diversificarem os seus mercados , a começar pelo Brasil, que tem uma população turística. No entanto , o estabelecer uma marca e trazer turistas requer investimentos. Ter uma conexão direta é uma enorme vantagem para potenciais visitantes, mas as companhias aéreas estão relutantes em iniciar uma nova conexão sem garantias de que os assentos serão preenchidos.

Ainda, atrair turistas requer investimentos substanciais em marketing. O Departamento de Países do Caribe do Banco fez algumas simulações simples para determinar os custos e benefícios de tal iniciativa e descobriu que há uma linha tênue entre uma grande chance para o Caribe e o risco de incorrer em passivos fiscais. Os benefícios fiscais dependem de regimes fiscais específicos de cada país , o que inclui os impostos de chegada e de consumo e o custo da garantia.

Todos os governos se beneficiariam em termos de receitas fiscais se fossem capazes de atrair visitantes suficientes para preencher no mínimo 65 por cento da capacidade de assentos em voos. Além disso, estimamos que o aumento líquido no PIB (excluindo aumento de custo) estaria entre 5-10 vezes o custo para o governo. A iniciativa parece ser benéfica se eles puderem atrair visitantes em número suficiente. Os efeitos fiscais vão depender de o governo concordar com um sistema de garantias que compartilhe os riscos e os benefícios, e se o marketing puder ser direto e com bom custo benefício.

Outros benefícios podem ser incluídos, por exemplo, utilizando-se o transporte aéreo para fretes. Outras maneiras de se conquistar turistas brasileiros e da América do Sul para o Caribe, podem incluir, por exemplo, a criação de um hub em uma das ilhas do Caribe.

Conheça o blog Caribbean DevTrends com mais informações.

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