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Economia compartilhada para amantes da gastronomia: uma fonte de renda

ideia | 22 Maio 2018

Flávio Estevam*

*O Dinneer é uma das startups selecionadas no Demand Solutions de 2017, iniciativa do BID que reúne algumas das mentes mais criativas do mundo para escutar, inspirar, experimentar e compartilhar soluções inovadoras que estão melhorando vidas. 

Compartilhar faz parte do instinto do ser humano desde o início de sua história. Foi ele quem norteou os princípios da vida em sociedade até que as oportunidades de compartilhamento virassem o famoso “escambo”, a grande ação econômica da humanidade até a invenção da moeda.

No entanto, em tempos atuais de grandes crises e dificuldades financeiras, ou até mesmo da busca de uma renda extra, muitas pessoas estão apostando novamente no poder da “economia compartilhada”. E ela dá certo!

A economia do compartilhamento está mudando não só o modo como entendemos oferta e demanda, e nossa relação com os bens materiais e pessoais. O avanço tecnológico crescente só aumenta as possibilidades de engajamento e encorajamento entre as pessoas e o uso dessa economia.

Já conhecemos dois grandes players que usam o mecanismo e estão dominando essa área, o Airbnb, mercado de hospedagem, e o Uber, de mobilidade urbana. Já o mercado gastronômico está surgindo como a próxima atividade de economia compartilhada a atingir uma escala global: o Dinneer.

Na prática, o Dinneer.com alia a gastronomia às relações sociais, onde o anfitrião economiza na hora da refeição, dividindo os custos com o visitante, que dessa forma possibilita aumentar sua renda com a experiência que é proporcionada.

“Antes eu trabalhava como cozinheira em uma grande rede de restaurantes aqui da Austrália, quando comecei a organizar meus próprios jantares – que inclusive viraram também incríveis almoços no fim de semana – e a lucrar mais com isso. Organizava o meu tempo, as minhas finanças e ainda trocava muitas histórias com quem visitava minha casa”, declara a anfitriã, Larissa Aquino, que reside na Austrália há 11 meses.

A proposta é que os convidados sejam teletransportados para outros lugares através da comida caseira e hospitalidade dos anfitriões. Pode-se dizer que é possível fazer um passeio ao mundo, com a verdadeira gastronomia internacional, tudo isso em sua própria cidade.

O Dinneer indentificou uma oportunidade muito grande de empoderar as pessoas que amam cozinhar e não necessariamente trabalham com gastronomia, fazendo com que qualquer pessoa que tenha habilidades na cozinha e seja hospitaleira, possa ter uma renda extra sem sair de casa. Já que abrir um restaurante, muitas vezes se torna inviável pelo alto investimento e burocracia. Sobre o futuro do business, nós temos o desafio de construir a maior rede de restaurantes do mundo sem possuir nenhum restaurante.

Agora, para você, qual será o próximo mercado a se destacar na economia compartilhada? Compartilhe no campo dos comentários abaixo.

 

* Flávio Estevam é um dos fundadores do Dinneer, uma start-up brasileira que conecta anfitriões e convidados para compartilhar uma boa comida. Hoje, mais de 60 mil pessoas aderiram ao movimento dos jantares compartilhados em mais de 470 cidades em todo o mundo.

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