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Seis recursos para analisar os avanços e o impacto dos dados abertos

ideia | 23 Maio 2016

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Geraldine García*

Os dados abertos tornaram-se um recurso essencial para impulsionar a transparência e as inovações. O crescente interesse por eles estão refletidos na adoção da Carta Internacional de Dados Abertos por parte de 20 governos nacionais e municipais que foi lançada em outubro de 2015.

Entretanto, o ciclo de debates em torno do motivo pelo qual se devem abrir os dados estão  se fechando para iniciar um novo que concentra os esforços em como mensurar seus resultados e impactos.

Para analisar as novidades sobre este tema, apresento abaixo seis recursos para explorar através de visualizações interativas de estudos de caso, avanços e o impacto concreto que os dados abertos estão tendo a nível global.

1Open Data Inception

Este mapa interativo permite explorar mais de 2,5 mil portais de dados abertos ao redor do mundo geoetiquetados por país. O interessante desta visualização é a consolidação em um só lugar de distintas fontes de informação sobre portais de dados abertos de cidades, países e organizações.

O objetivo deste projeto é facilitar o acesso e a busca de dados abertos. Para isso, inclui uma função de busca para filtrar rapidamente por tema ou lugar de interesse. A plataforma permite incluir portais no mapa. Também, -se acessar a lista completa de portais na página web de Open Data Soft e da API.

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2Dataportals.org

Trata-se de um mapeamento de 519 portais com uma curadoria feita por um grupo de especialistas de dados abertos do mundo todo que incluem representantes dos governos locais, regionais e nacionais junto com organizações internacionais como o Banco Mundial e numerosas ONGs.

A informação também está disponível em Github e nos formatos CSV ou JSON.

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3Índice Global de Dados Abertos

Trata-se de uma iniciativa de uma rede sem fins lucrativos Open Knowledge, através da qual se avalia o estado dos dados abertos governamentais ao redor do mundo. Na terceira edição lançada em 2015, foram contemplados 122 países e cinco novos datasets que incluem dados sobre aquisições governamentais, qualidade da água, propriedade de terras, previsão meteorológica e dados de desempenho em saúde.

O Índice se baseia em uma pesquisa global, uma consulta à sociedade civil e um fórum de discussão. Aqui é possível acessar a descrição completa da metodologia.

O principal desafio que revela o Índice é que apenas 9% (156 datasets de 1.586) dos conjuntos de dados em todo o mundo são abertos. Dito isso, este número representa uma diminuição em comparação com 12% registrado na edição anterior.

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4Open Data Barometer

O Barômetro de Dados Abertos tem como objetivo mostrar o impacto das iniciativas de dados abertos no mundo todo. Nele é revelado que apenas 10% dos dados de governo são publicados como dados abertos. Além disso, apenas 8% dos governos publicam dados sobre gasto público e apenas 6% dos países contemplados têm abertos seus dados sobre contratos públicos.

O Barômetro cobre 92 países e os classifica segundo três critérios. Primeiro, a preparação de iniciativas de dados abertos. Segundo, implementação de programas de dados abertos. Terceiro, o impacto que os dados abertos estão tendo nos negócios, na política e na sociedade civil.

Desta maneira, esta ferramenta permite analisar tendências globais e proporciona dados comparativos de países e regiões baseando-se em uma metodologia que inclui dados contextuais, avaliações técnicas e indicadores. Acesse a visualização do ranking aqui e o relatório completo aqui.

Trata-se da terceira edição produzida pela Fundação World Wide Web como resultado do trabalho colaborativo em parceria com a rede Open Data for Development (OD4D) e Omidyar Network. É uma iniciativa que inclui o aporte de 150 pesquisas e representantes do governo que implica mais de seis meses e mais de nove mil horas de trabalho de pesquisa.

Por fim, esta edição inclui uma avaliação dos países em relação aos princípios da Carta Internacional de Dados Abertos.

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5Inventário de Dados Abertos

Por meio desta ferramenta da organização Open Data Watch se avaliar a cobertura e a abertura dos dados proporcionados nas páginas da web dos escritórios nacionais de estatística de 125 países de baixa e média renda. Cada avaliação envolve 20 categorias de estatísticas sociais, econômicas e ambientais.

Na visualização do inventário -se explorar as pontuações de cobertura e abertura por país e sua posição geral no ranking. Além disso, a edição 2015 inclui um relatório que analisa o estado de situação da abertura das estatísticas nacionais.

O país com maior pontuação no inventário é o México (68%), seguido pela Moldávia (66%) e Mongólia (64,5%). O país com menor pontuação é o Uzbequistão na Ásia Central (3%), depois Haiti (3.7%) e Suazilândia no sul da África (6,4%).

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6Estudos de caso sobre o impacto dos dados abertos

O GovLab da Universidade de Nova York lançou este ano um novo repositório de estudos de caso detalhados sobre o impacto que os dados abertos estão tendo no mundo todo.  Já estão incluídos 25 casos e um relatório com recomendações.

Os estudos de caso estão centrados em quatro tipos de impactos que geram os dados abertos. Primeiro: melhoras nos governos. Segundo: capacitação aos cidadãos. Terceiro: criação de oportunidades para os cidadãos e organizações. Quarto e último: resolução de problemas públicos.

Conheça mais sobre esta iniciativa e os estudos de caso destacados da região nesta participação do GovLab para o blog Abierto al Público.

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Post publicado originalmente no blog do BID, Abierto al Público.

 

* Geraldine García é editora do blog “Abierto al Público” e consultora em comunicação da Divisão de Gestão de Conhecimento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

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