POLÍTICAS PÚBLICAS PARA MELHOR
QUALIDADE DE VIDA.

Quando o assunto é família: carpe diem!

ideia | 16 Maio 2016

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Aimee Verdisco*

Ontem o mundo celebrou o Dia Internacional da Família. Famílias são importantes, dão segurança e estabilidade. Citando um dos livros favoritos da minha filha, Big Words for Little People (Grandes Palavras para pequenas pessoas, em tradução literal): a família é o lugar ao qual todos nós pertencemos, nos mantém seguros e nos faz fortes.

Estudos corroboram essa afirmação. Em todo o mundo, quando é perguntado em pesquisas o que faz as pessoas felizes, família e relacionamentos confiáveis estão no topo da lista. Consistentemente. Em todo lugar.

E em relação às crianças? O que as fazem felizes? O que as fazem prosperar? Crianças gostam de brincar, gostam de se divertir. Pesquisas indicam que crianças prosperam em ambientes estimulantes. Isso significa ter regras bem definidas, limites e rotinas, além de apoio. Quando a garotada têm apoio emocional e encontram respostas às suas questões e necessidades elas se sentem seguras. Junte estabilidade e segurança e você terá – novamente – relacionamentos significativos.

Famílias, definidas no sentido mais amplo, são importantes para as crianças. Interações proveitosas entre os pais e seus filhos moldam a autoestima das crianças, suas perspectivas e expectativas de si e dos outros. De maneira geral, elas também moldam o processo de aprendizado e desenvolvimento. Dados do PRIDI, programa do BID, mostram que, aos cinco anos de idade, crianças em um ambiente estimulante têm um desenvolvimento cognitivo equivalente ao de uma criança oito meses mais velha e habilidades linguísticas correspondentes às de uma criança 13 meses mais velha. Essas grandes lacunas observadas no desenvolvimento infantil, no final das contas, tende a aumentar com o tempo e diminui as probabilidades de sucesso na escola e na vida.

Ambientes estimulantes podem ser encontrados por todo o mundo e em todo tipo de família. Eles não se caracterizam somente por estabilidade e segurança. Neste tipo de ambiente a interação constante dos filhos com os pais deve ser o principal paradigma. Os pais leem com seus filhos; brincam com eles, contam histórias, há horário para refeições, para dormir e, além disso, as crianças adquirem progressivamente mais responsabilidade em relação a si e aos outros. Em ambientes estimulantes a mente das crianças se expande e se desenvolve ao ponto em que as questões mais difíceis sobre a vida são propostas e respondidas. Então surge a resiliência; é aí que as crianças preparam-se para os desafios da vida e obtém as habilidades necessárias para superar as dificuldades e ainda tirar proveito delas.

Ambientes estimulantes também contribuem para a diminuição das lacunas. Os dados do programa PRIDI demonstram que há pouca diferença a nível de habilidades socioemocionais entre crianças pobres em um ambiente favorável e uma criança rica.

Carpe diem: vá além dos ‘sins’ e ‘entretantos’; empenhe-se para estabelecer um diálogo com seus filhos. Saiam para um passeio. Olhem para as flores. Falem sobre elas. Criem rotinas e o mais importante de tudo: divirtam-se!

Post publicado originalmente no blog do BID, La Educación de Calidad es Posible.

 

*Aimee Verdisco é especialista em educação do BID no Brasil.

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