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4 perguntas para um jovem empreendedor social – Parte 4

ideia | 24 Novembro 2014

tisTudo começou com um trabalho voluntário de alguns poucos finais de semana em uma ONG do Capão Redondo, na periferia de São Paulo. Mas as aulas de jornalismo para os jovens da comunidade revelaram-se transformadoras. Eles não só passaram a ter mais interesse pelas coisas do mundo, como também melhoraram suas notas e comportamento escolar. Foi assim que nasceu a “Énois – Agência Escola de Conteúdo Jovem”, plataforma que usa a comunicação como ferramenta para, de um lado, ajudar jovens a contarem suas próprias histórias e, do outro, ajudar as escolas a entenderem melhor como lidar com seus alunos. Selecionada para participar do DemandSolutions, evento do BID voltado para a inovação, Amanda Rahra, uma das fundadoras da Énois, detalha os desafios e objetivos da agência que ajudou a criar. 

 1)    Por que você decidiu ser uma empreendedora social?

Tem a ver com a minha formação de jornalista, de buscar respostas e soluções. O trabalho no Capão Redondo só definiu melhor o caminho. Foi muito positivo dar aulas de jornalismo para os jovens da periferia, que descobriram um mundo novo e passaram a ter interesse renovado pelas coisas que o cercavam. Além disso, o avanço de tecnologias como a Internet foram um “game changer”. Com instrumentos como YouTube, por exemplo, ajudamos o jovem a pôr a mão na massa e a protagonizar sua própria história, que muitas vezes é ignorada. Trabalhar com a juventude é se manter jovem, mas o trabalho na agência também é gratificante porque cria uma mudança de cultura, abre novos papéis para esses adolescentes, estudantes do ensino médio, e aponta caminhos para que a escola se renove e faça sentido para o maior interessado, o aluno. Quando a escola traz a rua para a sala de aula ela fica mais interessante aos olhos do aluno, a evasão escolar cai, o jovem fica motivado. Tudo isso nos move.

 2) Quais os maiores obstáculos que você enfrenta para empreender?

A grande dificuldade é como ganhar dinheiro. Para isso buscamos parcerias com o setor privado, participamos de processo de financiamento coletivo (crowdfunding) e buscamos parcerias com as escolas. Os jovens estão na Internet. Ajudamos as escolas a entender isso, a usar a comunicação e as tecnologias para atraí-lo, impedindo que ele engrosse as estatísticas dos “nem nem” (nem estudam nem trabalham).

3) Onde você imagina o seu negócio daqui a 5 anos?

Queremos ser a melhor escola online de jornalismo do mundo para todo mundo. Esperamos alcançar 5 mil alunos.

 4) Que dica você daria para quem quer ser um empreendedor social?

 O empreendedor tem que acreditar no que faz. Mas isso não é tudo. É preciso entender o seu público. No nosso caso, estar em contato permanente com o jovem e entender os seus anseios e necessidades é fundamental.

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