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O que as mulheres querem de seus bancos?

ideia | 7 Abril 2014

cartoescorderosa

A renda das mulheres, no mundo todo, alcança US$ 18 trilhões, o que equivale ao dobro do Produto Interno Bruto (PIB) de China e Índia juntas. Este montante deve aumentar significativamente nos próximos anos com a incorporação de mais de 1 bilhão de mulheres à economia global. Mas será que os bancos tem usado a estratégia correta para atrair e manter a clientela feminina?

Para aqueles cujos esforços se limitam à oferta de cartões de crédito cor de rosa ou a produtos que rendem prêmios como kits de maquiagem ou descontos no cabelereiro, a resposta é um sonoro não. O que as mulheres querem de seus bancos são 1) acesso à informação, 2) educação financeira e 3) redes de contato, explicou Gema Sacristán, chefe da divisão de mercados financeiros do BID, a uma plateia de banqueiros durante um seminário na Costa do Sauípe no final de março.

Quando se leva em conta que, na América Latina, as mulheres estão à frente de 23% das pequenas e microempresas, mas de apenas 9% dos grandes empreendimentos, o desejo por educação financeira e acesso a redes de relacionamento faz ainda mais sentido. Para fazer os negócios crescerem, elas precisam de atendimento mais focado em suas necessidades e não de produtos fofinhos. Não é à toa que 46% delas se dizem insatisfeitas com suas instituições financeiras.

Gema defende que as mulheres são o futuro do setor bancário e que o segmento precisa criar produtos novos, que não sejam baseados em estereótipos, para melhor valorizar o público feminino. As mulheres, segundo a especialista, não só representam menos risco para os bancos, como também são mais fiéis e garantem maior rentabilidade aos mesmos.

Não bastassem as vantagens já listadas, as mulheres são responsáveis por 64% pelas decisões de compra, o que representa um montante de US$ 20 trihões – nos próximos cinco anos, esse valor chegara a US$ 28 trilhões mundialmente.

A insatisfação feminina representa uma oportunidade e tanto para o setor financeiro. Resta a ele buscar construir uma relação com esse público que seja mais baseada em conteúdo  do que na aparência.

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