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Um crédito educativo que vai além do financiamento

ideia | 2 Dezembro 2013

financiamento estudantilFoto: Getty Images

A demanda por um curso superior está crescendo rapidamente no Brasil e grande parte dessa necessidade está sendo suprida por entidades do setor privado. O maior desafio para os jovens que estudam em faculdades privadas é conseguir financiar seus estudos nessas entidades, assegurando-se  de que seus diplomas serão reconhecidos e desejados pelo mercado.

Uma empresa no México chamada FINAE desenvolveu um modelo de negócio que está ajudando a resolver esses problemas, um conceito que pode ser muito interessante para o caso brasileiro, onde esse tipo de instrumento está começando a se popularizar. Primeiro ela criou um modelo de negócio focado quase que exclusivamente em estudantes de baixa renda. Esses estudantes, em muitos casos, são os primeiros de suas famílias a ingressar na faculdade. A empresa chega a financiar até a totalidade do curso superior e oferece várias opções de planos de pagamento. Para continuar a receber o financiamento, o estudante é obrigado a ter boas notas na faculdade.

Outro aspecto interessante – o “pulo do gato” a meu ver – é que a FINAE só financia cursos de entidades reconhecidas e em carreiras onde há demanda por empregos. Isso reduz o risco e torna possível para a empresa oferecer taxas de juros mais acessíveis aos seus clientes. Além disso, tal sistema beneficia o próprio estudante já que diminui o risco de que o investimento feito por ele não gere o retorno monetário esperado, um problema que tem arruinado a vida de muitos universitários de baixa renda nos Estados Unidos nos últimos anos.

O modelo de negócio da empresa contribui para reduzir as taxas de abandono escolar, o que é um ótimo negócio para a faculdade privada. Por fim, ajuda o estudante a construir um histórico creditício, facilitando o acesso a outros tipos de financiamento no futuro.

Com somente 11% da população adulta com diplomas universitários (segundo dados de 2008), o Brasil ainda tem muito a fazer para expandir o acesso ao ensino superior. Modelos como o da FINAE mostram que tão importante quanto expandir o acesso ao crédito estudantil é ajudar os estudantes na seleção de uma instituição que ofereça ensino de qualidade, e também de uma carreira onde ele possa arranjar um emprego e progredir na vida.

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