POLÍTICAS PÚBLICAS PARA MELHOR
QUALIDADE DE VIDA.

Michelle Obama e a queda na obesidade infantil nos EUA

ideia | 12 Agosto 2013

michelleobama 
Michelle Obama colhe alimentos acompanhada por crianças no jardim da Casa Branca Foto: The White House

Logo após chegar à Casa Branca, a primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, resolveu tomar para si a luta contra um dos maiores inimigos dos norte-americanos: a obesidade infantil. Uma em cada oito crianças em idade pré-escolar nos EUA é obesa – entre os mais pobres, a proporção sobe para um a cada sete; entre os mais pobres que são latinos a taxa é de um para cada seis, enquanto entre as crianças mais pobres que são negras, o índice é de um para cada cinco. Crianças obesas são cinco vezes mais propensas a manterem tal condição quando adultas.

Preocupada com os riscos associados ao excesso de peso, como maior possbilidade  de desenvolvimento de doenças do coração ou diabetes, a primeira-dama criou em 2010 um programa chamado Let’s Move! O objetivo da iniciativa era conscientizar pais, educadores e crianças sobre a importância de comer alimentos saudáveis, incentivar a prática de exercícios, melhorar a qualidade das refeições servidas nas escolas e buscar meios de trazer comida saudável para a mesa dos mais pobres.

Embora a obesidade continue sendo um enorme problema, iniciativas como a capitaneada pela primeira-dama começam a render os primeiros frutos. De acordo com estudo divulgado na semana passada pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês), a taxa de obesidade entre alunos de baixa renda em idade pré-escolar caiu em 19 estados do país entre 2008 e 2011. O resultado é significativo, pois em amostragem anterior, divulgada em 2009, a taxa havia caído apenas em nove estados.

Além da maior conscientização gerada por programas como o Let’s Move!, especialistas também apontaram fatores como o aumento do aleitamento materno, redução das calorias em refrigerantes e melhora dos alimentos oferecidos a mulheres e crianças por meio de programas do governo como outras causas para o declínio da taxa de obesidade.

O preço dos alimentos, contudo, segue sendo um desafio. Consumir verduras e frutas é especialmente caro nos EUA e muitas vezes as comidas processadas são a única a opção para famílias de baixa-renda. O programa de Michelle Obama, por exemplo, aconselha as pessoas a comprarem verduras e legumes que estejam em promoção e preparar e congelar comida para consumo posterior, sabedoria que, me parece, vem sendo praticada por muitas famílias em todos os lugares desde sempre. O mundo ainda carece de uma fórmula para que alimentos saudáveis cheguem à mesa dos mais necessitados a preços similares ao das comidas industrializadas. A dedicação de Michelle à causa da obesidade, contudo, segue sendo louvável e digna de imitação mundo afora.

Deixar um comentário